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  • O novo sedã da Volkswagen chegará ao mercado no início do ano que vem, mas a fábrica fez uma apresentação prévia do modelo para mostrar suas principais características
  • Por Jorge Meditsch

    Latim é uma língua morta e pouca gente hoje tem algum conhecimento dela. Para quem interessar, ‘virtus’, na língua dos antigos romanos, significa virtude. Virtus é o nome do novo carro que a Volkswagen vai lançar em janeiro do ano que vem e, segundo a fabricante, o que não falta a ele são virtudes.

    Para criar expectativa, o Virtus foi mostrado à imprensa já na metade de novembro, numa apresentação estática, mas bastante detalhada. Criação brasileira – uma tradição na VW de muitas décadas (lembrando o Brasília, SP2, Gol e Fox, por exemplo), o sedã mantém o estilo global da marca, mesclado com pitadas criativas de novidades como a linha lateral em forma de flecha, que estreou recentemente no novo Polo.

    Visualmente, o Virtus causa boa impressão e, ao vivo, em três dimensões, é mais marcante do que nas fotografias. Ele também impressiona pelo porte, bem mais próximo do Jetta que do Voyage. Não por acaso, sua distância entre eixos, 2,65m, é idêntica ao do sedã derivado do Golf, o que deu uma larga margem de espaço para os projetistas da VW do Brasil trabalharem, privilegiando os passageiros do banco de trás.

    Interior de carro grande

    Muito espaço para as pernas e, apesar do teto inclinado para a traseira, à moda dos cupês, também para os passageiros mais altos. Outros detalhes da parte traseira são a saída do ar-condicionado e tomada USB, confortos que sempre agradam.

    Como bom sedã, o Virtus tem porta-malas saliente com grande capacidade, 521 litros. Houve quem reclamasse do acabamento do bagageiro mas, se há algum lugar onde é possível economizar sem chamar muito a atenção, é no interior do porta-malas. O estepe, fininho e montado em roda de ferro, fica sob o assoalho.

    O Virtus é um projeto brasileiro. O sedã causa boa impressão pelo estilo e é mais interessante visto ao vivo que nas fotografias

    O projeto do Virtus se beneficia da flexibilidade da arquitetura global MSQ da Volkswagen, que criou um embrião para todos os seus carros com motores montados na transversal. Em princípio, há apenas uma limitação de tamanho entre a roda dianteira e a pedaleira e, fora daí, os projetistas podem trabalhar à vontade. No Virtus, isso possibilitou aumentar sem problemas a distância até o eixo traseiro e a criação de uma retaguarda totalmente nova, com a inclusão do porta-malas.

    Motores e câmbios: os mesmos do Polo

    Além da MQB, a Volkswagen conta hoje com outro trunfo, sua linha de motores TSI, com turbo e injeção direta de combustível. Para o Virtus, a receita de topo deverá ser a mesma do Polo, com a combinação do 1,0 litro de 128 cv com câmbio automático de seis marchas. Isso não fará do carro um bólido, mas deve garantir um desempenho bastante agradável – a fábrica promete uma aceleração de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos.

    Se seguir a tradição dos últimos lançamentos da VW, o Virtus também deve figurar entre os carros mais seguros do mercado. A marca parece se preocupar com isso apesar de alguns bestsellers nacionais serem irresponsavelmente perigosos. Segurança tem sempre um preço e isso pode prejudicar as vendas, especialmente porque muitos consumidores não levam em conta que, em geral, a diferença a maior custa menos que um funeral ou um período de hospitalização, para não falar dos traumas relacionados a acidentes graves.

    Digitalização com ajuda da IBM

    Lançamentos de carros hoje são também lançamentos de tecnologias digitais e, no Virtus, a VW ataca com um belo painel virtual configurável ao gosto do freguês, batizado de Active Info Display e o sistema Discover Media, que permite o espelhamento de smartphones por meio das plataformas Mirrorlink, Apple CarPlay e Android Auto.

    Outra novidade é o “manual cognitivo” – que usa a tecnologia Watson desenvolvida pela IBM para passar informações sobre o veículo, incluindo todo o manual do carro. O aplicativo Meu Volkswagen poderá responder perguntas feitas em português ou espanhol e terá campos para digitação e microfone para que o usuário faça sua pergunta oralmente, como numa conversa informal. O sistema reconhece sotaques – o que é extremamente importante num país como o nosso, e é capaz de aprender quanto mais for usado.

    Publicado em 21/11/2017

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