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  • Fusion 2017: conforto americano
  • A linha 2017 do Ford Fusion traz mudanças estéticas mas, principalmente, um bom pacote de equipamentos de série em todas as versões. O carro evoluiu bastante no comportamento dinâmico, também.
  • Por Jorge Meditsch

    Um bom pacote de equipamentos é um dos grandes atrativos do novo Ford Fusion, que começa a chegar às concessionárias da marca este mês de outubro. Mas não é tudo: o sedã familiar com genes americanos surpreende por seu comportamento dinâmico, direção segura e respostas ágeis. Conforto, obviamente, não falta – sem ele, nenhum carro faz sucesso nos Estados Unidos. Mas esqueça as antigas suspensões que pareciam flutuar e deixavam os carros se inclinar demasiadamente nas curvas. Os tempos são outros.

    Se nos EUA o Fusion é classificado como um sedã médio familiar com preços acessíveis, aqui em nosso universo transversalmente paralelo ele se enquadra entre os “grandes” sedãs de luxo. Não é culpa da Ford, é claro. Ela bem que gostaria de vender mais modelos desse tipo no Brasil.

    Voltando ao que interessa, o Fusion 2017 ganhou retoques no design, mas nada que torne muito claro ser um modelo novo nem dificulte sua identificação. As grandes novidades estão no conteúdo, não na embalagem. Por exemplo, ele traz entre outros itens o assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres, um sistema operado por radar e sensores que ajuda a evitar atropelamentos e colisões – coisa em geral só encontrada em carros premium europeus, em geral como equipamento opcional.

    Outros ‘luxos” incluem o piloto automático adaptativo com “stop and go”, que para o carro se o trânsito estancar e volta a acelerar quando o fluxo é retomado, o alerta de colisão com assistência de frenagem autônoma e estacionamento automático de segunda geração. A Ford também deu uma evoluída em seu sistema de conectividade SYNC que permite acesso a celulares com Apple CarPlay ou Android Auto.

    Uma novidade funcional é a grade dianteira, que tem um sistema de fechamento que melhora a aerodinâmica do carro quando o motor não precisa de muita refrigeração – ao andar na estrada em velocidade constante e relativamente alta, por exemplo. Na dianteira, os faróis são Full LED e, na traseira, se destacam as lanternas largas e um novo aerofólio.

    Mudança nas mudanças: o câmbio automático do Fusion é comandado agora por um seletor rotativo, o E-shifter, que substitui no console a alavanca de câmbio. É fácil de operar e abre espaço na dianteira. Nas versões com o motor 2.0 Ecoboost, os “pilotos” podem trocar marchas pelos comandos junto ao volante. Do lado da segurança, são oito airbags, com cintos de segurança traseiros infláveis, sistema de monitoramento de ponto cego, sistema de permanência em faixa, sistema de detecção de cansaço e controle eletrônico de estabilidade.

    Conforto é requisito básico para um carro com DNA americano. Mas o Fusion muda os conceitos - ou preconceitos - sobre o a dirigibilidade dos sedãs familiares oriundos dos EUA

    Como proposta de mercado, uma das novidades é a versão 2.0 EcoBoost SEL, oferecida como opção intermediária, a um preço de R$125.500. O 2.0 EcoBoost Titanium, topo de linha, tem o preço de R$138.000 com tração dianteira e R$154.500 com tração integral. A versão 2.5 Flex SE, também bem equipada, custa R$121.500.

    O interior é amplo e confortável na dianteira. Os passageiros de trás não ficam apertados, mas as dimensões externas criam uma expectativa maior do que o espaço real. Os bancos são forrados em couro e contam com ajuste elétrico, memória e aquecimento na frente. Na versão Titanium também podem ser refrigerados.

    Na estrada

    Se o Fusion é grande para os padrões brasileiros, não chega a ser complicado de guiar na cidade – é mais manobrável que muitos SUVs de porte médio. Já na estrada, ele mostra claramente a que veio: muito conforto, boa estabilidade e muito silêncio ao rodar.

    Nas duas versões de motorização, as respostas ao acelerador são boas – evidentemente são mais rápidas com o 2.0 EcoBoost, um quatro-cilindros turbo com comportamento de V6, que agora conta com 248 cv e, segundo a fábrica, ficou 7% mais econômico. O motor “popular” é o 2.5 Flex, de 175 cv.

    A transmissão automática de seis velocidades faz trocas quase imperceptíveis. Além do seletor rotativo E-shifter, ela agora traz o recurso “Low” de acionamento do freio-motor na versão Flex e o Sport na versão EcoBoost para trocas em rotações mais altas, dando mais agilidade ao carro. A tração integral inteligente (AWD) tem uma nova interface, aumentando a estabilidade e tração em pistas escorregadias.

    Versões e preços

    A oferta do Fusion 2017 começa com a versão 2.5 Flex SE, custando a partir deR$121.500. O passo seguinte, já com o motor 2.0 EcoBoost, é a nova versão SEL, por R$125.500. O teto solar é opcional, por R$4.000.

    O Fusion 2.0 EcoBoost Titanium FWD, com tração dianteira, custa R$ 138 mil. E traz adicionais importantes, como faróis Full LED, rodas de liga leve 18”, sistema de conectividade SYNC 3com Sony Premium Sound e 12 alto-falantes, sistema de monitoramento de ponto cego com alerta de tráfego cruzado, sistema de permanência em faixa, farol alto automático, ajuste elétrico do banco do passageiro em 10 direções, bancos dianteiros aquecidos e refrigerados, sensor de chuva, sistema de personalização da luz ambiente e aerofólio.

    O topo de linha é o 2.0 EcoBoost Titanium AWD, com tração integral permanente, que incorpora de série o piloto automático adaptativo com “stop and go”, alerta de colisão com assistente autônomo de frenagem, assistente autônomo de detecção de pedestres, estacionamento automático de segunda geração e teto solar. Tudo por R$154.500.

    Publicado em 18/10/2016

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