NotíciasTestes e LançamentosViagens e AventuraFotosOpiniãoDicasMecânica
atualizado em 21 de novembro de 2006                       quem somos | contato | newsletter       

   
 
Pneus usados


Milhões de pneus usados são trocados por novos no Brasil todo os anos. O que fazer com o material descartado é um problema. Mas há solução

Novo Fox


A Volkswagen foi além de atualizar a aparência do Fox. O interior da nova versão surpreende e suas linhas também ganharam bastante

A reinvenção da roda


Conheça uma roda que não é redonda, veja um carro feito para o futuro e um monte de outras no Autoboy, um site muito especial
 
Europa quer melhorar trânsito diminuindo a regulamentação

foto de divulgação

Cruzamento em Drachten, Holanda, antes e depois da desregulamentação
A ordem pela anarquia. Estudiosos europeus acreditam que diminuir o número de placas, sinais e regulamentos de trânsito pode levar mais tranqüilidade aos centros urbanos.

Um projeto desenvolvido pela União Européia está sendo testado em sete cidades, onde foram drasticamente diminuídos os sinais de trânsito. Participam da experiência as cidades de Ejby, na Dinamarca, Ipswich, na Inglaterra e Ostende, na Bélgica.

Mais radical é o vilarejo de Makkinga, na Holanda. A cidade aboliu inteiramente as placas de trânsito. As ruas, calçadas de paralelepípedos, não têm mais semáforos ou outros indicativos orientando o comportamento dos motoristas. Não há proibição de estacionamento e, nem mesmo faixas pintadas ao longo das ruas.

Segundo os mentores do projeto, o excesso de regulamentação tira dos cidadãos a capacidade de avaliação de seu próprio comportamento. O resultado seria a perda da capacidade de se comportar de modo responsável. Quanto maior o número de restrições, menos os cidadãos se sentem responsáveis ante a sociedade.

Milhões de placas - Um exemplo da super-regulamentação, a Alemanha tem nada menos que 648 diferentes indicativos de controle de trânsito. Os centros das cidades estão cheios de placas à beira das calçadas, desde as que indicam onde não é possível estacionar às indicando travessia de animais silvestres ou piso escorregadio. No total, há mais de 20 milhões de placas em todo o país.

Estudos mostram que cerca de 70% das placas são ignoradas pelos motoristas. Segundo psicólogos, o excesso de proibições trata os motoristas como crianças e gera reações negativas.

Cercados de restrições, os motoristas desenvolvem um hábito que acaba sendo perigoso: usam boa parte de sua atenção em busca de oportunidades para levar vantagem uns sobre os outros, deixando de lado o comportamento civilizado. Para os autores do projeto, dar mais liberdade aos motoristas levará os cidadãos a assumir pessoalmente a responsabilidade por seu comportamento. A proposta sonha com um mundo em que motoristas e pedestres interajam pacificamente.

O princípio da idéia é que os motoristas se sentem livres para acelerar somente quando acreditam estar num cenário em que tudo está regulamentado. Já quando a situação não é clara, tendem a guiar mais devagar e com mais atenção.

Um exemplo positivo foi constatado em Drachten, na Holanda. Num cruzamento onde os semáforos e placas foram abolidos e criada uma rotatória, não ocorrem acidentes há dois anos. Anteriormente, a média anual do lugar era de oito ocorrências, quatro delas com vítimas.

Evidentemente, a proposta está longe de ser aprovada por unanimidade. Apesar de, aparentemente, funcionar perfeitamente em cidades pequenas, há restrições sobre sua aplicação nos grandes centros. A idéia de milhares de carros interagindo sem regras nas horas de maior tráfego, com o fluxo de trânsito dependendo da boa vontade e educação dos motoristas, assusta muitas autoridades.


JM


-----------------------------------------------------------------------------------------------
anterior | índice | próxima