A Toyota está recorrendo a um recurso inédito na indústria automobilística para reduzir as emissões de dióxido de carbono em suas fábricas.
Nas instalações da cidade de Tsutsumi, no Japão, onde é montado o híbrido Prius, a fabricante parece ter esgotado todas as medidas convencionais para aumentar a eficiência energética, como produzir eletricidade com painéis solares no telhado e usar um sistema que reflete a luz do sol para iluminar o interior da fábrica. As paredes externas são pintadas com uma tinta especial que absorve gases nocivos, como óxidos de nitrogênio e de enxofre, foram plantadas 50 mil árvores e até a grama nos canteiros é de um tipo especial, que cresce devagar e só precisa ser cortada uma vez por ano.
A novidade, agora, são duas novas espécies de flores, especialmente desenvolvidas por botânicos e geneticistas, com maior capacidade de absorver calor e gases indesejados.
As novas flores são derivadas da sálvia cereja e da gardênia. Uma das propriedades das folhas da gardênia é gerar vapor d’água, o que reduz a temperatura na fábrica e o consumo de energia necessária para refrigerar o ambiente.
Apesar da empresa não admitir, uma das razões do empenho da Toyota na conservação de energia pode ser o fato da produção do Prius produzir mais CO2 que a dos carros movidos a gasolina.
JM
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