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| atualizado em 23 de outubro de 2009 quem somos | contato | newsletter |
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Preço do álcool: amargo para uns, doce para outros
O preço médio do álcool combustível nos Estados Unidos é de R$ 1,02 por litro. Os carros flexíveis americanos utilizam um combustível conhecido como E85, que contém 15% de gasolina. Enquanto isto, em Piracicaba, em plena região produtora no interior de São Paulo, o preço médio do álcool combustível nos postos de abastecimento saltou de R$ 1,19, há cerca de dois meses e meio, para R$ 1,59. Em alguns postos chega a R$1,69. O etanol vendido aos motoristas brasileiros pode conter, oficialmente, até 10% de água. O etanol americano é feito a partir do milho e tem maior custo de produção que o brasileiro. O aumento dos preços ao consumidor tem sido atribuído ao excesso de chuvas nas últimas semanas, que teria prejudicado a colheita da cana. Mas as chuvas ocorridas algum tempo atrás na Índia também podem estar pesando no bolso dos motoristas brasileiros. O fator doçura - Segundo a International Sugar Organization (ISO), com a queda de produção na Índia, poderá haver um déficit entre 7,8 e 9 milhões de toneladas de açúcar no mercado mundial. O resultado imediato é que os preços do produto subiram, entre abril e setembro deste ano, nada menos que 74,11%. Isto quer dizer que pode estar valendo mais a pena exportar açúcar do que produzir álcool para o consumo interno.
A escalada do açúcar
Ainda segundo a ISO, “apesar das previsões pessimistas, o Brasil espera aumentar sua produção de açúcar, este ano, de 31,6 para 36 milhões de toneladas, principalmente devido à construção de novas usinas produtoras”. Os dados confirmam: entre janeiro e julho deste ano, as exportações brasileiras de açúcar subiram 53%, de acordo com a UNICA (União da Indústria da Cana), entidade que representa os produtores de açúcar e álcool. Não vamos parar - Na década de 1980, o Proálcool, programa do governo para incentivar a fabricação de carros a álcool entrou em colapso pela falta do combustível nas bombas e muita gente chegou a converter seus carros para usar gasolina. Com os motores flexíveis, não há necessidade de conversão e ninguém vai ficar parado nas estradas. O governo pode reduzir a quantidade de álcool obrigatoriamente misturada à nossa gasolina, de 25% para 20%. Teoricamente, é para aumentar a disponibilidade e reduzir os preços ao consumidor.
Será? O certo é que já estamos pagando mais caro para rodar. E a indústria da cana está adoçando seu faturamento.
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